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SINALIZAÇÃO
Deisi
Maria Hauenstein (0824/96-9)
Luciane Santini (3090/96-2)
Mara Kuse (1474/85-7)
A sinalização tem por objetivo a orientação dos usuários quanto aos serviços que a biblioteca oferece, facilitando seu acesso, seu uso e dinamizando seu funcionamento. Pode ser feita de várias formas:
a) direcional (informação para pontos principais, materiais e serviços);
b) instrucional (explicações de procedimentos, uso de materiais, coleções,
equipamentos, etc);
c) condicional ou reguladora (regulamenta o comportamento ou especifica os horários ou outras informações mutáveis);
d) de alerta.
Os sinais utilizados podem ser classificados como:
1 - Exteriores - são instalados fora da das instalações ou do prédio;
2 - Internos - geralmente localizados dentro das instalações da biblioteca ou na sua vizinhança imediata;
3 - De direção - indicam o caminho a seguir;
4 - De identificação - dão nome a um lugar ou a uma coisa. Identificam a chegada a um destino;
5 - De instrução - descrevem condições especiais ou regulamentos como regras de tráfico o precaução, dando informações específicas como horário de funcionamento ou procedimentos especiais;
6 - Restritivos ou proibitivos - determinam práticas específicas ou enfatizam proibições como: Entrada Proibida, Não Fume, Silêncio;
7 - Especiais - são para informações adicionais, tais como murais, painéis, com material promocional ou decorativo.
Portanto, com uma sinalização bem feita, pode-se: identificar e localizar a biblioteca; orientar os usuários para acesso e uso dos recursos humanos; melhorar a acessibilidade pelo direcionamento dos usuários para estes recursos tão eficientemente quanto possível; identificar recursos, áreas de serviços, acomodações, de tal maneira que sejam imediatamente reconhecidos; informar regulamentos, horários, fatos especiais; prover informação instrucional, quando necessária; notificar mudanças ou condições temporárias.
Para que se faça uma sinalização eficiente deve-se observar o edifício e o comportamento dos usuários, considerar o tráfego, estabelecer o conteúdo da informação e localização da sinalização, recomendar o layout, materiais e cores, desenhar as sinalizações permanentes e temporárias e as permanentes com aspectos mutáveis, descrever as especificações necessárias à confecção, recomendar materiais e equipamentos para a manutenção do sistema, preparar um manual explicando os princípios do sistema e descrevendo cada categoria de sinal de acordo com o desenho, localização e uso. Esses aspectos devem ser estudados, sempre que possível, por um bibliotecário e um arquiteto.
Alguns elementos devem ser levados em conta quando se pretende sinalizar uma biblioteca: a tipografia, a cor e os pictogramas.
Tipografia: trata-se da coerência formal dos caracteres: proporção, existência e desenho da serifa, "peso da letra", correções visuais além do índice de legibilidade e eficiência de reprodução.
Cores: por ser um dos principais elementos do código visual, a cor deve ser sempre bem destacada para que possa chamar a atenção do usuário e deve ser tratada em conjunto com todo o espaço físico, mobiliário e equipamentos da Biblioteca no sentido de buscar um melhor aspecto visual de todo o ambiente.
Pictograma: é o elemento que deverá caracterizar os setores ou serviços básicos da biblioteca. São utilizados como informação básica, apenas reforçando a mensagem visual transmitida por estes símbolos gráficos definindo a função ou equipamento do setor a que se destinam.
Referências Bibliográficas
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3 COMUNICAÇÃO Visual. Marketing, São Paulo, Editora Referência, v. 12, n.65, p.20-66, mar. 1979.
4 CORSO, Alexandra Naymayer; GOMES, Adriana Dos Santos. Processo de Comunicação Usuário e Biblioteca. Porto Alegre, Universidade Federal do Rio Grande do Sul; Faculdade de Biblioteconomia e Comunicação, 1992. 4f.
5 DAVIS, Susan E. Resgatando um Legado Através da Identidade Visual. Abigraf em Revista, São Paulo, v. 16, n. 136 , p.58-65, set./out. 1991.
6 FARINA, Modesto. Psicodinâmica das Cores em Publicidade. São Paulo, Edgard Blucher; EDUSP, 1975.
7 FIGUEIREDO, Nice Menezes de. Metodologia para a Promoção do uso da Informação. São Paulo, Nobel; Associação Paulista de Biblioteconomia, 1990. 144p.
8 FONSECA, Joaquin B. da. Sistemas de Sinais para Bibliotecas. In: Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias, 5., 1987, Porto Alegre, SNBU. 30f.
9 FONTOURA, Luciana Oliveira. Avaliação da Necessidade de Reformulação do Sistema de Sinalização na Biblioteca da Fundação de Economia e Estatística Sigfried Emanuel Heuser. Praxis Biblioteconômica, Porto Alegre, v. 3, n. 1, p.55-66, jul.1999.
10 FOSKETT, D. J. In: A Contribuição da Psicologia para o Estudo da Informação Técnico-Científica. Rio de Janeiro, Calunga, 1980. p.11-30. Psicologia do Usuário.
11 POLLET, Dorothy; HASKELL, Peter C. Sign Systems for Libraries. New York, R.R. Bowker, 1979. 271p.
12 REYNOLDS, Linda; BARRETT, Stephen. Signs and Guiding for Libraries. London, Bingley, 1981. 158p.